Toxicidade de Extratos de Florações de Cianobactérias de Reservatórios do Rio Tietê, SP, aos Dafinídeos Ceriodaphnia dubia e Ceriodaphnia silvestrii (Cladocera, Crustacea)

Autores

  • R. A. Takenaka Departamento de Hidráulica e Saneamento, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo (USP), São Carlos, SP, Brazil
  • M. J. Dellamano-Oliveira Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos, SP, Brazil
  • Odete Rocha Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos, SP, Brazil

DOI:

https://doi.org/10.5132/jbse.2007.02.007

Palavras-chave:

cladóceros, extratos brutos, florações de cianobactérias, microcistinas, reservatórios, rio Tietê, toxicidade crônica

Resumo

Em ambientes eutróficos, as florações de cianobactérias freqüentemente representam riscos à saúde humana e à biota aquática, pelo fato de produzirem metabólitos secundários (cianotoxinas) que podem ser liberados na água durante a lise das células. Assim, neste trabalho analisou-se a toxicidade aguda e crônica do extrato bruto de florações de cianobactérias ocorridas nos reservatórios de Barra Bonita e Promissão, Médio rio Tietê, SP, aos cladóceros Ceriodaphnia dubia Richard, 1894 (espécie exótica) e Ceriodaphnia silvestrii Daday, 1902 (espécie nativa). As amostras das florações de cianobactérias foram coletadas em março de 2006 e liofilizadas para preparo dos extratos brutos e para análise de microcistinas (ELISA). Microcystis aeruginosa Kützing e Pseudanabaena mucicola (Huber-Pestalozzi & Naumann) Bourrelly foram as espécies com maior destaque no reservatório de Barra Bonita, enquanto M. aeruginosa se destacou no de Promissão. Concentrações relativamente altas de microcistinas totais foram detectadas nos extratos brutos de florações dos reservatórios (801,12 e 1420,70 μg L–1 para Barra Bonita e 238,78 e 932,32 μg L–1 para Promissão). Todos os extratos brutos testados causaram toxicidade aguda aos dafinídeos, sendo que C. dubia foi mais sensível do que C. silvestrii. As concentrações mais elevadas dos extratos (80 e 160 mg L–1 para Barra Bonita e 100 mg L–1 para Promissão) afetaram adversamente a sobrevivência e a reprodução dos dafinídeos, enquanto baixas concentrações não tiveram efeito tóxico e aparentemente estimularam maior reprodução. Os resultados evidenciaram efeitos adversos à biota aquática e possíveis riscos à saúde humana, sendo necessária a implantação de medidas para reverter o processo de eutrofização.

Downloads

Publicado

2007-07-10

Como Citar

Takenaka, R. A., Dellamano-Oliveira, M. J., & Rocha, O. (2007). Toxicidade de Extratos de Florações de Cianobactérias de Reservatórios do Rio Tietê, SP, aos Dafinídeos Ceriodaphnia dubia e Ceriodaphnia silvestrii (Cladocera, Crustacea). Ecotoxicology and Environmental Contamination, 2(2), 147–156. https://doi.org/10.5132/jbse.2007.02.007

Edição

Seção

Artigos

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)