Avaliação do Copépodo Acartia tonsa (Dana, 1849) como Organismo-Teste para Ensaios de Toxicidade Crônica

Autores

  • P. M. Ihara Laboratório de Microcontaminantes Orgânicos e Ecotoxicologia Aquática, Instituto de Oceanografia, Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Rio Grande, RS, Brazil
  • Grasiela Lopes Leães Pinho Laboratório de Microcontaminantes Orgânicos e Ecotoxicologia Aquática, Instituto de Oceanografia, Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Rio Grande, RS, Brazil
  • G. Fillmann Laboratório de Microcontaminantes Orgânicos e Ecotoxicologia Aquática, Instituto de Oceanografia, Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Rio Grande, RS, Brazil

DOI:

https://doi.org/10.5132/jbse.2010.01.005

Palavras-chave:

Acartia tonsa, ensaio de toxicidade crônica, ecotoxicologia, produção de ovos, sulfato de zinco

Resumo

Atualmente, os ensaios ecotoxicológicos têm sido utilizados como uma importante ferramenta na avaliação da qualidade ambiental. Com objetivo de destacar o uso de organismos nativos em ensaios crônicos de curta duração, este estudo avaliou o potencial do copépodo Acartia tonsa em ensaios de reprodução. Ensaios semi-estáticos foram realizados expondo organismos adultos às concentrações de 0,5; 0,75; 1,0; 1,5; 2,0 e 2,5 mg.L-1 de sulfato de zinco (ZnSO4.7H2O). A produção de ovos por fêmea foi quantificada em 48 horas, obtendo a CE50 de 2,05 mg.L-1 de sulfato de zinco (IC 95% = 1,77 - 2,20 mg.L-1). Ensaios agudos foram realizados concomitantemente, expondo os organismos as concentrações de 2,5; 5,0; 7,5; 10; 12,5 e 15 mg.L-1 de ZnSO4.7H2O. Em comparação aos efeitos agudos, o ensaio crônico obteve CE50 cerca de 1,9 vezes menor que a concentração letal (CL50 de 3,80 mg.L-1). A resposta de sensibilidade foi cerca de 3 a 4 vezes menor que os demais ensaios reportados na literatura. Desta forma, estudos complementares são necessários para estabelecer as condições ótimas de exposição e verificar a possibilidade de efeitos subletais mais sensíveis.

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Publicado

2010-08-03

Como Citar

Ihara, P. M., Pinho, G. L. L., & Fillmann, G. (2010). Avaliação do Copépodo Acartia tonsa (Dana, 1849) como Organismo-Teste para Ensaios de Toxicidade Crônica. Ecotoxicology and Environmental Contamination, 5(1), 27–32. https://doi.org/10.5132/jbse.2010.01.005

Edição

Seção

Artigos