Questões-chave na Ecotoxicologia Aquática no Brasil: Uma Revisão Crítica
DOI:
https://doi.org/10.5132/jbse.2012.02.009Palavras-chave:
Ecotoxicologia Aquática, Revisão Crítica, Questões-chave, Paradigmas, Paises Tropicais, BrasilResumo
Diversos trabalhos vêm questionando e incentivando mudanças nos paradigmas na ecotoxicologia, para que essa possa melhor integrar aspectos ecológicos. Em paises tropicais como o Brasil, esta ainda é uma questão em desenvolvimento. O presente estudo teve como objetivo avaliar o uso da Ecotoxicologia Aquática no Brasil baseado nas seguintes questões chaves: o critério utilizado para a escolha do organismo teste; as espécies, rotas, tipos de exposição, e endpoints mais utilizados, e; a importância dada a testes in situ e testes com mais de uma espécie. Um total de 227 publicações de autoria de pesquisadores brasileiros foi analisado e observou-se que entre os motivos para a escolha do organismo teste, a sua origem (espécie nativa) foi o mais utilizado. No entanto, 48% dos trabalhos revisados não apontaram os motivos para a escolha da espécie. Entre as espécies mais freqüentes, estão respectivamente: Daphnia magna, Daphnia similis, e Danio rerio. Ensaios in situ, assim como testes com mais de uma espécie, representaram menos de 5% das publicações. Ensaios agudos realizados em laboratório, utilizando água como rota de exposição e mortalidade como endpoint foram os testes mais freqüentes. O presente estudo identificou que (i) a maioria dos ensaios utilizou testes padronizados com espécies exóticas; (ii) poucos métodos foram desenvolvidos in situ; (iii) poucos trabalhos utilizaram sedimento como rota de exposição, e (iv) poucos métodos foram desenvolvidos em níveis superiores de organização biológica. Neste sentido, os resultados deste trabalho apontam para a necessidade de testes ecologicamente mais relevantes no Brasil, como testes in situ e com mais de uma espécie.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Copyright © 2006 ECOTOX-Brasil
Copyright notice: It is a condition for publication that manuscripts submitted to this journal have not yet been published and will not be simultaneously submitted or published elsewhere. By submitting a manuscript, the authors agree that copyright for their article is transferred to the Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia (ECOTOX-Brasil) if and when the article is accepted for publication. The copyright covers the exclusive rights to reproduce and distribute articles, including reprints, photographic reproductions or any other reproduction of a similar nature, including translations. No part of this publication may be reproduced, stored in a retrieval system or transmitted in any form or by any means, electronic, mechanical, photocopying, recording or otherwise, without permission of the publisher.
Notice: While every effort is made by the EEC, editors and editorial board to see that no inaccurate or misleading data, opinions or statements appear in this journal, they wish to make it clear that the contents of the articles and advertisements published herein are the sole responsibility of the contributors or advertisers concerned. Accordingly, the EEC, the editorial board and editors and their respective employees, officers and agents accept no responsibility or liability whatsoever for the consequences of any inaccurate or misleading data, opinion or statement.




