Contaminação por Elementos Potencialmente Tóxicos e Abelhas Solitárias: um Tema Pouco Explorado
DOI:
https://doi.org/10.5132/eec.2025.02.03Palavras-chave:
Contaminação ambiental, ecotoxicologia de abelhas, polinização, serviço ecossistêmicoResumo
Cerca de 80% das 20 mil espécies de abelhas conhecidas no mundo, são de hábitos solitários, atuando no serviço ecossistêmico de polinização em ambientes naturais e agrícolas. Apesar da sua importância ecológica e econômica, existe uma carência de publicações sobre os metais pesados nessas abelhas. A contaminação por metais pesados afeta a saúde dos ecossistemas e reduz a função desses insetos enquanto polinizadores. Assim, este estudo revisou publicações indexadas na plataforma Scopus sobre o tema. Após a aplicação de critérios de exclusão e elegibilidade, foram selecionados sete estudos a serem revisados, abrangendo o período de 2012 a 2023. Os trabalhos analisaram os efeitos ecotoxicológicos dos metais pesados nas abelhas solitárias, incluindo impactos no comportamento, reprodução, fenótipo, diversidade e abundância. As pesquisas foram restritas a Polônia, Reino Unido e China, deixando de for a regiões biodiversas como a Neotropical. Além disso, 71,4% dos estudos focaram em apenas duas espécies do gênero Osmia (O. rufa e O. bicornis), ambas de interesse agrícola em suas áreas de ocorrência. Os metais mais investigados foram cádmio (Cd), chumbo (Pb) e zinco (Zn). Esses resultados evidenciam lacunas no conhecimento sobre o efeito dos metais pesados em abelhas solitárias, agravadas por restrições geográficas e taxonômicas nos estudos. O declínio dessas abelhas, associado à contaminação ambiental por metais pesados, pode impactar a saúde dos ecossistemas e a produtividade agrícola, destacando a necessidade de maiores investimentos em pesquisas futuras nessa área, a fim de contribuir para o avanço nas medidas de conservação desses importantes polinizadores.
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