Estudos Laboratoriais de Acúmulo e Toxicidade de Arsênio em Eichhornia crassipes e Salvinia auriculata
DOI:
https://doi.org/10.5132/jbse.2006.02.003Palavras-chave:
arsênio, toxicidade, acúmulo, Salvinia auriculata, Eichhornia crassipesResumo
A avaliação dos efeitos tóxicos do arsênio (As) e a potencialidade de tolerância de Eichhornia crassipes e Salvinia auriculata ante a este elemento é um importante passo na seleção de plantas a serem utilizadas como potenciais fitorremediadoras. Os indivíduos dessas espécies foram coletados em locais livres de contaminação, desinfetados, aclimatados e submetidos aos tratamentos com As na forma de arseniato de sódio nas concentrações: 0, 0,5, 2,5 e 5,0 mg.L–1. Após sete dias de exposição ao As, as plantas foram lavadas em solução de HCl 0,1N, separadas em raiz e parte aérea, secadas, pesadas e digeridas em água régia. A determinação do As absorvida pelas plantas foi feita por espectrometria de emissão em plasma-ICP. Os resultados indicaram que S. auriculata acumulou mais As, apresentando necroses marginais nas folhas, enquanto E. crassipes não apresentou nenhuma alteração morfológica visível. A absorção de As pelas plantas aumentou proporcionalmente com a concentração em solução, sendo que S. auriculata foi mais sensível. Esse padrão foi observado tanto para raízes quanto para as folhas nas duas espécies, sendo o acúmulo maior nas raízes. No tratamento de 5 mgL–1, S. auriculata acumulou uma média de 146,66 μg g–1 matéria seca de raiz e E. crassipes acumulou em média 56,29 μg g–1 matéria seca de raiz. Provavelmente, o maior acúmulo de As nessa concentração se deve à maior disponibilidade do elemento e à maior proporção arsênio/fosfato na solução, visto que o processo de absorção do arseniato é competitivo com o fosfato. Foram observados, ao longo do experimento, que as plantas-mãe de S. auriculata, mesmo tendo os tecidos danificados, foram capazes de emitir plantas-filhas morfologicamente sadias. Sugere-se que esse mecanismo de tolerância possa estar relacionado a algum processo que impeça a translocação do arsênio para as plantas-filhas ou a um processo de aclimatação à poluição.
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