Revisão da Metodologia e Sensiblidade do Tanaidáceo Kalliapseudes schubartii em Ensaios com Substâncias de Referência
DOI:
https://doi.org/10.5132/jbse.2009.01.003Palavras-chave:
Kalliapseudes schubartii, sedimento, tanaidacea, tóxico de referênciaResumo
No Brasil, avaliações da qualidade de sedimentos vêm ganhando maior atenção após a resolução do CONAMA nº 344 de 2004, que regulariza os níveis de contaminantes em materiais dragados, levando a uma maior investigação da sensibilidade e na definição dos protocolos dos testes aplicados aos organismos bentônicos. Em função disto, este trabalho teve como objetivo revisar a metodologia do teste de toxicidade aguda com o tanaidáceo Kalliapseudes schubartii, assim como investigar sua sensibilidade frente a tóxicos de referência normalmente utilizados na ecotoxicologia marinha. Foram realizados experimentos de sensibilidade com as substâncias Zn, Cd, DSS (dodecil sulfato de sódio) e NH3 em duas condições de salinidade (grupo 1: salinidade 15 e grupo 2: salinidades ambientais de 5,7; 7,3; 8,5; 10 e 21). Nestes experimentos, mortalidade e mobilidade foram observadas como efeitos. A partir da obtenção da CE50 e CL50 incipientes, observou-se que são necessários 6 dias para a realização dos testes de mobilidade e 7 dias para os de mortalidade. Para o zinco, nos testes com os indivíduos aclimatados em salinidade 15 (grupo 1) foram encontrados resultados com maior replicabilidade. Para o grupo 1, obteve-se CL50 (7 dias): Zn = 7,75 mg L–1 ; Cd = 0,29 mg L–1 ; DSS = 12,12 mg L–1 e amônia não ionizada = 3,16 mg L–1. Os resultados do grupo 2 demonstraram que o processo de aclimatação dos organismos pode interferir na sua sensibilidade, entretanto, sem um padrão aparente bem definido. O end point mobilidade mostrou-se menos preciso e por isso não apresentou vantagens em relação ao uso da mortalidade. De forma geral, o tanaidáceo mostrou-se menos sensível que outros organismos teste utilizados na avaliação da qualidade do sedimento, por outro lado, apresenta algumas importantes vantagens como a sua ampla tolerância à salinidade, preferência por sedimentos finos e alta resistência à amônia não ionizada.
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