Toxicidade e Genotoxicidade do Sulfato de Cobre em Planárias de Água Doce e Camundongos
DOI:
https://doi.org/10.5132/jbse.2006.02.016Palavras-chave:
sulfato de cobre, planária, camundongo, genotoxicidade, teste cometaResumo
A contaminação ambiental com compostos contendo metais pesados é preocupante, pois estes têm alta toxicidade, capacidade de bioacumulação e potencialidade de induzir danos ao material genético. O sulfato de cobre tem largo emprego tanto em processos industriais quanto na agricultura. A comparação dos efeitos tóxicos e genotóxicos entre espécies é fundamental para avaliar o risco biológico de poluentes. O objetivo deste trabalho foi avaliar os danos gerados pelo sulfato de cobre em diferentes sistemas biológicos. Foram utilizados dois eucariotos distintos no que diz respeito à posição evolutiva: planárias, um dos primeiros metazoários, e camundongos, um metazoário complexo de ampla similaridade biológica aos humanos. Em planárias, o sulfato de cobre induziu danos ao DNA de forma dose-dependente (r = 0,984; p < 0,001), quando avaliado pelo teste cometa. As doses maiores (3-5×10−5 M CuSO4) induziram significativamente mais danos que os controles negativos. Doses dez vezes menores induziram efeitos significativos no tratamento crônico. Estudos de reparo, por sua vez, mostraram a persistência do dano ao DNA 24h após a exposição aguda. O pós-tratamento com CuSO4 diminuiu o reparo dos danos causados pelo agente alquilante de DNA metil metanosulfonato (MMS). O sulfato de cobre (nas doses de 0,06 a 1,2×10−5 M CuSO4) também induziu alterações na regeneração das planárias, de maneira dose-dependente (r = 0,822 e p < 0,001). Em camundongos, a dose de 20,72 mg CuSO4 por kg de peso corporal induziu aumento significativo dos danos no DNA, quando avaliados pelo ensaio cometa após 24h. O reparo foi efetivo após 48h (p < 0,01). Os resultados deste estudo revelaram o potencial tóxico e genotóxico do sulfato de cobre e a capacidade de interferência com processo de reparo do dano no DNA causado por outras substâncias, sugerindo possível efeito modulador da genotoxicidade em combinação com outros agentes no ambiente.
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