Toxicidade e Genotoxicidade do Sulfato de Cobre em Planárias de Água Doce e Camundongos

Autores

  • D. Prá Centro de Biotecnologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brazil
  • T. Guecheva Centro de Biotecnologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brazil ; Departamento de Biologia e Química, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), Ijuí, RS, Brazil
  • S. I. R. Franke Centro de Biotecnologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brazil ; Curso de Nutrição, Departamento de Educação Física e Saúde, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa Cruz do Sul, RS, Brazil
  • T. Knakievicz Centro de Biotecnologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brazil
  • B. Erdtmann Centro de Biotecnologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brazil ; Centro de Biotecnologia, Universidade de Caxias do Sul (UCS), Caxias do Sul, RS, Brazil
  • João Antonio Pêgas Henriques Centro de Biotecnologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brazil ; Centro de Biotecnologia, Universidade de Caxias do Sul (UCS), Caxias do Sul, RS, Brazil ; Curso de Farmácia, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Canoas, RS, Brazil

DOI:

https://doi.org/10.5132/jbse.2006.02.016

Palavras-chave:

sulfato de cobre, planária, camundongo, genotoxicidade, teste cometa

Resumo

A contaminação ambiental com compostos contendo metais pesados é preocupante, pois estes têm alta toxicidade, capacidade de bioacumulação e potencialidade de induzir danos ao material genético. O sulfato de cobre tem largo emprego tanto em processos industriais quanto na agricultura. A comparação dos efeitos tóxicos e genotóxicos entre espécies é fundamental para avaliar o risco biológico de poluentes. O objetivo deste trabalho foi avaliar os danos gerados pelo sulfato de cobre em diferentes sistemas biológicos. Foram utilizados dois eucariotos distintos no que diz respeito à posição evolutiva: planárias, um dos primeiros metazoários, e camundongos, um metazoário complexo de ampla similaridade biológica aos humanos. Em planárias, o sulfato de cobre induziu danos ao DNA de forma dose-dependente (r = 0,984; p < 0,001), quando avaliado pelo teste cometa. As doses maiores (3-5×10−5 M CuSO4) induziram significativamente mais danos que os controles negativos. Doses dez vezes menores induziram efeitos significativos no tratamento crônico. Estudos de reparo, por sua vez, mostraram a persistência do dano ao DNA 24h após a exposição aguda. O pós-tratamento com CuSO4 diminuiu o reparo dos danos causados pelo agente alquilante de DNA metil metanosulfonato (MMS). O sulfato de cobre (nas doses de 0,06 a 1,2×10−5 M CuSO4) também induziu alterações na regeneração das planárias, de maneira dose-dependente (r = 0,822 e p < 0,001). Em camundongos, a dose de 20,72 mg CuSO4 por kg de peso corporal induziu aumento significativo dos danos no DNA,  quando avaliados pelo ensaio cometa após 24h. O reparo foi efetivo após 48h (p < 0,01). Os resultados deste estudo revelaram o potencial tóxico e genotóxico do sulfato de cobre e a capacidade de interferência com processo de reparo do dano no DNA causado por outras substâncias, sugerindo possível efeito modulador da genotoxicidade em combinação com outros agentes no ambiente.

Downloads

Publicado

2006-12-20

Como Citar

Prá, D., Guecheva, T., Franke, S. I. R., Knakievicz, T., Erdtmann, B., & Henriques, J. A. P. (2006). Toxicidade e Genotoxicidade do Sulfato de Cobre em Planárias de Água Doce e Camundongos. Ecotoxicology and Environmental Contamination, 1(2), 171–175. https://doi.org/10.5132/jbse.2006.02.016

Edição

Seção

Artigos