Sensibilidade do Ouriço Arbacia lixula (Echinodermata: Echinoidea) em Testes de Toxicidade

Autores

  • Marcus Vinicius Máximo Centro de Ciência Tecnológica da Terra e do Mar (CTTMar), Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Itajaí, SC, Brazil
  • L. S. M. Mottola Centro de Ciência Tecnológica da Terra e do Mar (CTTMar), Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Itajaí, SC, Brazil
  • Charrid Resgalla Jr. Centro de Ciência Tecnológica da Terra e do Mar (CTTMar), Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Itajaí, SC, Brazil

DOI:

https://doi.org/10.5132/jbse.2008.01.007

Palavras-chave:

Arbacia lixula, testes de toxicidade, sensibilidade, substâncias de referência

Resumo

O presente trabalho investigou o ouriço Arbacia lixula quanto ao seu tempo de desenvolvimento embrio-larval, tolerância do desenvolvimento em diferentes salinidades e temperaturas da água de manutenção, sua repetitividade diante de substâncias de referência para uso em testes de toxicidade e sua sensibilidade em comparação com outras espécies de ouriços normalmente utilizadas no Brasil. O desenvolvimento embrionário de A. lixula a 25°C foi rápido, atingindo a fase de larva  pluteus em menos de 24 horas, não necessitando prolongar o encerramento dos experimentos, entretanto, apresenta algumas desvantagens, como uma membrana de fecundação pouco nítida e, freqüentemente, um percentual de fecundação entre 70 e 80%. Nos experimentos de viabilidade dos embriões em diferentes salinidades e temperaturas demonstrou ampla tolerância, com desenvolvimento normal de 24 h para salinidades entre 29 e 39 e de 20 h para uma temperatura de 30ºC. Os testes de toxicidade realizados com substâncias de referência resultaram em valores de coeficientes de variação inferiores a 30% para cromo e zinco, demonstrando a repetitividade dos testes. Quando comparada com outras espécies de ouriço-do-mar (Lytechinus variegatus e Echinometra lucunter), A. lixula apresenta sensibilidade na mesma ordem de grandeza e resultados similares para amostras ambientais (elutriato de sedimentos).

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Publicado

2008-05-12

Como Citar

Máximo, M. V., Mottola, L. S. M., & Resgalla Jr., C. (2008). Sensibilidade do Ouriço Arbacia lixula (Echinodermata: Echinoidea) em Testes de Toxicidade. Ecotoxicology and Environmental Contamination, 3(1), 47–52. https://doi.org/10.5132/jbse.2008.01.007

Edição

Seção

Artigos