Sensibilidade a Cobre e Cromo por Oreochromis niloticus e Pistia stratiotes

Autores

  • Mariana Beraldo Masutti Núcleo de Estudos em Ecossistemas Aquáticos (NEEA), Departamento de Hidráulica e Saneamento (SHS), Universidade de São Paulo (USP). São Carlos, SP, Brazil
  • E. L. G. Espíndola Núcleo de Estudos em Ecossistemas Aquáticos (NEEA), Departamento de Hidráulica e Saneamento (SHS), Universidade de São Paulo (USP). São Carlos, SP, Brazil
  • A. de M. Nogueira Núcleo de Estudos em Ecossistemas Aquáticos (NEEA), Departamento de Hidráulica e Saneamento (SHS), Universidade de São Paulo (USP). São Carlos, SP, Brazil
  • F. C. F. Simões Instituto de Química, Universidade de São Paulo (USP). São Carlos, SP, Brazil

DOI:

https://doi.org/10.5132/jbse.2006.01.008

Palavras-chave:

cromo, cobre, Oreochromis niloticus, Pistia stratiotes

Resumo

Poucos trabalhos sobre a sensibilidade de organismos aquáticos a contaminantes ambientais são realizados utilizando-se espécies comuns aos ecossistemas brasileiros. Oreochromis niloticus é uma espécie amplamente distribuída em reservatórios, assim como Pistia stratiotes, tratando-se das espécies de peixe e macrófita, respectivamente, mais abundantes na represa do Lobo. O objetivo deste trabalho foi determinar as faixas de sensibilidade a Cu e Cr para essas duas espécies. As soluções-teste foram preparadas com água de cultivo para os peixes e com água da represa para as macrófitas, a partir de soluções-estoque de K2Cr2O7 e CuSO4. 5H2O. A CL50 foi calculada através do método Trimmed Spearman-Karber após 96 h de exposição para os peixes e a CE50 , após 168 h para as macrófitas. Foram avaliadas as seguintes características nos indivíduos de P. stratiotes: altura, diâmetro, número de folhas e número de raízes. Os valores de CL50 para Cr obtidos com os indivíduos de O. niloticus variaram entre 107,2 e 164 mg/L, e os valores para Cu variaram de 0,32 a 0,65 mg/L. Os valores de CE50 de Cr determinados nos testes com P. stratiotes variaram entre 22,4 e 33,7 mg/L, avaliando-se tanto o número de folhas como o número de raízes. Nos testes com cobre esses valores variaram entre 0,2 e 0,3 mg/L, considerando-se o número de raízes. Ambas as espécies testadas apresentaram maior sensibilidade ao Cu que ao Cr, e os valores de CL50 obtidos para os peixes e de CE50 obtidos para as macrófitas foram superiores aos determinados em outros trabalhos para espécies de diferentes níveis tróficos, sugerindo que essas espécies não são indicadas para uso como organismos-teste, ao menos considerando-se os parâmetros de efeito avaliados.

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Publicado

2006-06-20

Como Citar

Masutti, M. B., Espíndola, E. L. G., Nogueira, A. de M., & Simões, F. C. F. (2006). Sensibilidade a Cobre e Cromo por Oreochromis niloticus e Pistia stratiotes. Ecotoxicology and Environmental Contamination, 1(1), 37–42. https://doi.org/10.5132/jbse.2006.01.008

Edição

Seção

Artigos