Sensibilidade a Cobre e Cromo por Oreochromis niloticus e Pistia stratiotes
DOI:
https://doi.org/10.5132/jbse.2006.01.008Palavras-chave:
cromo, cobre, Oreochromis niloticus, Pistia stratiotesResumo
Poucos trabalhos sobre a sensibilidade de organismos aquáticos a contaminantes ambientais são realizados utilizando-se espécies comuns aos ecossistemas brasileiros. Oreochromis niloticus é uma espécie amplamente distribuída em reservatórios, assim como Pistia stratiotes, tratando-se das espécies de peixe e macrófita, respectivamente, mais abundantes na represa do Lobo. O objetivo deste trabalho foi determinar as faixas de sensibilidade a Cu e Cr para essas duas espécies. As soluções-teste foram preparadas com água de cultivo para os peixes e com água da represa para as macrófitas, a partir de soluções-estoque de K2Cr2O7 e CuSO4. 5H2O. A CL50 foi calculada através do método Trimmed Spearman-Karber após 96 h de exposição para os peixes e a CE50 , após 168 h para as macrófitas. Foram avaliadas as seguintes características nos indivíduos de P. stratiotes: altura, diâmetro, número de folhas e número de raízes. Os valores de CL50 para Cr obtidos com os indivíduos de O. niloticus variaram entre 107,2 e 164 mg/L, e os valores para Cu variaram de 0,32 a 0,65 mg/L. Os valores de CE50 de Cr determinados nos testes com P. stratiotes variaram entre 22,4 e 33,7 mg/L, avaliando-se tanto o número de folhas como o número de raízes. Nos testes com cobre esses valores variaram entre 0,2 e 0,3 mg/L, considerando-se o número de raízes. Ambas as espécies testadas apresentaram maior sensibilidade ao Cu que ao Cr, e os valores de CL50 obtidos para os peixes e de CE50 obtidos para as macrófitas foram superiores aos determinados em outros trabalhos para espécies de diferentes níveis tróficos, sugerindo que essas espécies não são indicadas para uso como organismos-teste, ao menos considerando-se os parâmetros de efeito avaliados.
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